quinta-feira, 27 de abril de 2017

Tema 1: Cyberbullying

O tema tratado na aula de francês de hoje foi o cyberbulling.


Depois de tratar do vocabulário relativo aos valores da Europa, a minha intenção era projetar imagens  alusivas aos mesmos para que os alunos as enquadrassem num tema a ser posteriormente  debatido. Isto foi a contar que a tecnologia estaria do meu lado e colaboraria comigo no bom desenrolar da atividade. Isso seria no ideal mas a realidade é bem diferente do mundo ideal.




Os alunos levaram para a brincadeira e disseram que o computador não estava a ser meu amigo. O tema estava lançado. Desafiei-os a apontar exemplos em que o perigo pode mesmo vir por aqui, do mundo virtual, da internet
Definiram a palavra CYBERBULLYING e apontaram-no como sendo um dos tipos de violência do nosso século.
Para quem ainda não esteja dentro da terminologia e não saiba do que se trata, aqui vai uma definição de cyberbullying.


Mostrando que são alunos atualizados e atentos aos problemas e aos perigos da Internet, falaram imediatamente do "jogo" da Baleia Azul.
Quando perguntei se sabiam porque seriam jovens e adolescentes os alvos de tal violência, deram-me uma resposta que me surpreendeu. Disseram-me que era por causa da solidão.
Como podem jovens sentir que o que levaria outros jovens, como eles, a aderirem a tal "jogo", fosse um sentimento de extrema solidão?
Muitos alunos da turma não sabiam em que consistia esse desafio da Baleia Azul e os outros lá foram explicando. Todos acabaram por concluir que depois de apanhados na teia do medo (pelas ameaças de retaliações contra a família), muitos veriam como única saída continuar até o desafio final que consiste no suicídio.
Só nos podemos defender das coisas que conhecemos e falar dos problemas desmistifica e aponta soluções. Perceber que dificilmente seriam postas em prática tais ameaças à família e que se deve denunciar esta violência por ecrã "interposto", deixou-me na esperança de que seria mais difícil serem apanhados desprevenidos.
Ficou muito por dizer sobre este tema, mas lá voltaremos...quando o computador da sala estiver do meu lado.
Deixo aqui o link para um artigo que fala especificicamente do que me recuso a continuar a apelidar de jogo, porque o saber e o conhecimento continuam a ser a melhor arma contra as trevas.


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