sexta-feira, 28 de abril de 2017

Dar Corpo aos Problemas

No Clube das Artes, as tesouras recortam silhuetas alusivas ao tema "Por Uma Europa de Valores".
As silhuetas ilustram pela negativa, no sentido de alertar para o caminho que ainda resta a percorrer em pleno século XXI e assim despertar consciências, fazer emergir os valores intrínsecos ao ser Humano.
Enquanto se recorta, se ajusta e se admira o resultado do trabalho, vai-se falando e imaginando a vida das pessoas por trás destas silhuetas anónimas que são corpos de uma multidão de pessoas que conhecemos e sabemos existir, de outras tantas que fazem a primeira página dos jornais pelos piores motivos. É gente real por detrás de cada silhueta.
Ao contrário do que diz esta canção, todos somos responsáveis e todos temos um papel a desempenhar para tornar o mundo um espaço melhor.







quinta-feira, 27 de abril de 2017

Tema 1: Cyberbullying

O tema tratado na aula de francês de hoje foi o cyberbulling.


Depois de tratar do vocabulário relativo aos valores da Europa, a minha intenção era projetar imagens  alusivas aos mesmos para que os alunos as enquadrassem num tema a ser posteriormente  debatido. Isto foi a contar que a tecnologia estaria do meu lado e colaboraria comigo no bom desenrolar da atividade. Isso seria no ideal mas a realidade é bem diferente do mundo ideal.




Os alunos levaram para a brincadeira e disseram que o computador não estava a ser meu amigo. O tema estava lançado. Desafiei-os a apontar exemplos em que o perigo pode mesmo vir por aqui, do mundo virtual, da internet
Definiram a palavra CYBERBULLYING e apontaram-no como sendo um dos tipos de violência do nosso século.
Para quem ainda não esteja dentro da terminologia e não saiba do que se trata, aqui vai uma definição de cyberbullying.


Mostrando que são alunos atualizados e atentos aos problemas e aos perigos da Internet, falaram imediatamente do "jogo" da Baleia Azul.
Quando perguntei se sabiam porque seriam jovens e adolescentes os alvos de tal violência, deram-me uma resposta que me surpreendeu. Disseram-me que era por causa da solidão.
Como podem jovens sentir que o que levaria outros jovens, como eles, a aderirem a tal "jogo", fosse um sentimento de extrema solidão?
Muitos alunos da turma não sabiam em que consistia esse desafio da Baleia Azul e os outros lá foram explicando. Todos acabaram por concluir que depois de apanhados na teia do medo (pelas ameaças de retaliações contra a família), muitos veriam como única saída continuar até o desafio final que consiste no suicídio.
Só nos podemos defender das coisas que conhecemos e falar dos problemas desmistifica e aponta soluções. Perceber que dificilmente seriam postas em prática tais ameaças à família e que se deve denunciar esta violência por ecrã "interposto", deixou-me na esperança de que seria mais difícil serem apanhados desprevenidos.
Ficou muito por dizer sobre este tema, mas lá voltaremos...quando o computador da sala estiver do meu lado.
Deixo aqui o link para um artigo que fala especificicamente do que me recuso a continuar a apelidar de jogo, porque o saber e o conhecimento continuam a ser a melhor arma contra as trevas.